sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010




Gosto mesmo deles :)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O meu Aristo



Já lá vão uns bons tempos desde que lhe pegava, é uma coisinha, transparente, com um faixa amarela, está todo partido nos cantos, já perdeu a asa, está todo riscado, o tempo não o poupou, mas é assim que eu gosto dele, não o dispenso para qualquer medida que tenha que fazer. Qual régua, esquadro, transferidor?! Já nem sei deles, acho que devem estar por ai num canto, mas este pequenino não. Este está guardado religiosamente na minha gaveta, que por sinal é a "preferida". Sim, eu sou um bocado esquisita no que diz respeito há forma como trato os meus objectos, por exemplo, odeio e não suporto que o canto dos livros fiquem dobrados, por isso nunca desfolho um livro pelos cantos, como a maioria das pessoas fazem, tenho gavetas sagradas, onde só guardo coisas com valor sentimental, tenho lápis que apesar de já não funcionarem não fui capaz de me desfazer deles, a minha caneta dos testes de matemática, os meus pincéis (já não tem quase pelos) e tenho este meu aristo =).
Tinha mesmo saudades de pegar neste "bichinho" como em tempos lhe chamei, de todos os instrumentos que eram necessários em geometria este sempre foi o meu predilecto, o menino dos meus olhos, ainda hoje o guardo, apesar de ja estar partido e de lhe ter perdido a pega, isto aconteceu-lhe tudo porque eu nunca o tirava da mala (pancadas, eu sei), tirava tudo menos este aristo e agora ali está na gaveta, sempre há espera que o meu espírito de "artistas", venha ao de cima.
Hoje quando o fui resgatar há gaveta para acabar uma pequena "obra de arte" minha, a nostalgia apertou, já não me lembrava como era trabalhar com ele, fui inundada por uma monte de recordações. Gosto mesmo de trabalhar com ele, é um instrumento prático, que apresenta dois apenas num, facilitando muito a vida.
P.S: Um aristo é um instrumento na forma de um triângulo, que resulta da junção de um transferidor com um esquadro (como está na imagem, o meu é mais bonito, =P).


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um filme daqueles



Quem não se lembra desse estupendo filme chamado Dirty Dancing - Havanas Nights, feito em 2004 e que tem uma cena de dança entre Javier( Diego Luna) e Katey (Ramola Garai) (apuramento na semi-final), que na minha opinião é qualquer coisa de sensualidade para dar e vender, tal como acontece no primeiro Dirty Dancing de 1987, protagonizado por Patrick Swayze e Jennifer Grey.
Verdade seja dita as danças latinas são das danças que mais exigem sensualidade, por todos os movimentos que são executados, é uma dança que respira e transborda sensualidade e diga-se de passagem que um homem a dançar e a comandar a dança é qualquer coisa de muito bom de se ver.

Aqui fica o linck da cena a que me referia uma vez que não consegui colocar o video aqui.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

?/!

Já lá vai um bom tempo que quero vir aqui escrever alguma coisa, deixar aqui mais um bocadinho da minha essência, exorcizar alguns fantasmas que por aqui pairam, reivindicar algumas das injustiças deste mundo no qual habitamos, basicamente apenas escrever coisas aleatórias ou não, que estão pela minha cabeça, ao som de umas belas músicas. Fazes-me bem, sabias?!

(Enquanto acabo de escrever este paragrafo surge-me a seguinte pergunta à cabeça, mas para que serve isso tudo?! As pessoas não vão mudar. Estou-me a lixar, é a resposta que logo de seguida me surge, não escrevo para mudar ninguém, escrevo apenas para aliviar o meu espírito atribulado.)

Hoje cada vez mais me convenço que não sou uma pessoa dita normal ou então como me diriam não és uma pessoa muito saudável. As pessoas ditas normais fogem daquilo que possivelmente lhes poderá vir a fazer mal, tais como; locais, pessoas, pensamentos, etc., eu não, eu procuro-as e no minuto seguinte desejo não o ter feito, porque tal como calculava fizeram-me mal, começo a tirar disto tudo a conclusão que sou um tanto ó quanto masoquista.
Por vezes espanto-me com a frieza que consigo ter para comigo mesma. É verdade que conhecia esta minha faceta, mas sempre aplicada nos outros e nunca em mim. Queria tanto deixar de ser assim, deixar de querer saber tudo, de pensar, principalmente no que me vai magoar, poder apagar alguns ficheiros da minha cabeça, poder voltar a ser neutra, a olhar, ouvir, como antes sem que associa-se a alguma, o que por vezes não consigo deixar de fazer. Quero fechar estes fantasmas numa gaveta e deitar a chave fora, para que não me voltem a atormentar, para que não estraguem tudo isto que me encontro a construir.
Gosto do momento que estou a viver, gosto de me sentir assim, tenho pena que quando estamos no auge, quando finalmente acho que tudo se está a recompor, que o vento sopra a favor, que tudo conspira a favor, algo mude e derrube tudo o que já está construído. Chateia saber que é sempre a mesma coisa. Chego há conclusão que não posso ligar a tudo, não posso dar importância a todos os pormenores, como habitualmente faço, mesmo quando nem sequer me manifesto. A flexibilidade é uma virtude e é a partir dela que podemos apagar ou deitar fora aquilo que não nos faz bem e nos consome. Seria bonito e aliás é bonito dizer, quero a penas ser feliz, não me importo com o que me rodeia, mas se o fizesse estaria a ser hipócrita, pois não é assim que funciono, importo-me e muito com o que me rodeia, analiso a reacção das pessoas e dou importância a essa mesma reacção, espero certas e determinadas reacções das pessoas (as quais nem sempre são as esperadas) e quando não as vejo fico triste. Acho que neste ponto sou uma pessoa dita normal.
Sabes tinha prometido que quando aqui volta-se seria para deixar um testemunho "feliz", pois tenho-te atormentando com coisas menos boas (e a mim), assim o estou a fazer, pois não me encontro triste. É verdade que não tem sido tudo um mar de rosas, (nem poderia ser), como já me foi dito várias vezes "devia estar a ser", mas o terreno onde se está a crescer não se encontra livre de ervas daninhas. Sabes, tanto melhor, só nos faz bem, se for para crescer e sobreviver, que seja de uma forma saudável e resistente. Não achas?!
Começa a surgir em mim um misto de coisas (sentimentos), digamos que quero ser alguém normal, poder fazer o que os outros fazem, sinto-me algo clandestina (até gosto, mas pergunto-me, será que irei gostar para sempre?! Não), mas até que esse sempre chegue continuarei a ser uma clandestina.


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