
Já lá vão uns bons tempos desde que lhe pegava, é uma coisinha, transparente, com um faixa amarela, está todo partido nos cantos, já perdeu a asa, está todo riscado, o tempo não o poupou, mas é assim que eu gosto dele, não o dispenso para qualquer medida que tenha que fazer. Qual régua, esquadro, transferidor?! Já nem sei deles, acho que devem estar por ai num canto, mas este pequenino não. Este está guardado religiosamente na minha gaveta, que por sinal é a "preferida". Sim, eu sou um bocado esquisita no que diz respeito há forma como trato os meus objectos, por exemplo, odeio e não suporto que o canto dos livros fiquem dobrados, por isso nunca desfolho um livro pelos cantos, como a maioria das pessoas fazem, tenho gavetas sagradas, onde só guardo coisas com valor sentimental, tenho lápis que apesar de já não funcionarem não fui capaz de me desfazer deles, a minha caneta dos testes de matemática, os meus pincéis (já não tem quase pelos) e tenho este meu aristo =).
Tinha mesmo saudades de pegar neste "bichinho" como em tempos lhe chamei, de todos os instrumentos que eram necessários em geometria este sempre foi o meu predilecto, o menino dos meus olhos, ainda hoje o guardo, apesar de ja estar partido e de lhe ter perdido a pega, isto aconteceu-lhe tudo porque eu nunca o tirava da mala (pancadas, eu sei), tirava tudo menos este aristo e agora ali está na gaveta, sempre há espera que o meu espírito de "artistas", venha ao de cima.
Hoje quando o fui resgatar há gaveta para acabar uma pequena "obra de arte" minha, a nostalgia apertou, já não me lembrava como era trabalhar com ele, fui inundada por uma monte de recordações. Gosto mesmo de trabalhar com ele, é um instrumento prático, que apresenta dois apenas num, facilitando muito a vida.
P.S: Um aristo é um instrumento na forma de um triângulo, que resulta da junção de um transferidor com um esquadro (como está na imagem, o meu é mais bonito, =P).
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