sábado, 10 de abril de 2010

Era uma vez...


Era uma vez uma menina que vivia numa pequena aldeia onde vivia também um Sábio já velhinho. Um dia a menina foi procurar o velho sábio para pedir concelhos de como curar essa pequenina dor que insistia ficar-lhe no peito.

- Senhor sábio acho que estou outra vez doente.
- Porque dizes isso?
Disse o velho sábio com um ar algo preocupado com a menina.
- Porque tenho uma dor que não sei o que é.
- Outra vez minha pequena?
A menina nos últimos tempos tinha por diversas vezes ido até casa do velho sábio, queixando-se dessas mesma dor.
- Sim.
- Tens tido essa dor muitas vezes, não é?
- Depende.
O velho sábio parecera ficar algo espantado com a resposta da menina.
- Depende do que?
- Da maneira como olho para o mundo.
- Ai sim, então?
- Não sei, o mundo as vezes deixa-me triste
- Porquê?
- Nem sei...
- Então pequena menina que se passa contigo?
- A verdade senhor sábio é que por vezes quando olho para ele, não sei, ele parece-me triste, as coisas parecem-me fora do lugar, ás vezes eu pareço fora do lugar. Sabe, os homens andam sempre a correr, a enfrentar batalhas, a tentar ser melhor do que os outros, passando uns por cima dos outros e esquecem-se de viver.
Após a resposta o velho sábio perceber o que se passava com a pequena menina, mas mesmo assim fez perguntas para que ela própria fosse capaz de perceber.
- E é isso que te deixa triste, menina?
- Sim.
- E o que queres fazer?
- Quero ser feliz, quero viver porque viver me faz feliz, quero viver com quem me faz feliz... Será pedir muito senhor sábio?
- O que, seres feliz?
- Não, só viver... Viver assim... com ele...
- Não minha pequena, o truque é fácil.
- Diga-me!!
- Tu já sabes.
- Sei?
- Sim.
- Não estou a ver...
- Pequena menina, tens que só viver com este (disse o velho sábio enquanto apontava para o coração da menina) e deixares esta (enquanto levava a sua mão à cabeça da menina), tens que só viver e não pensar... E verás que ele parecer-te-á mais feliz...
E então o velho sábio beijou a pequena menina na testa e disse-lhe:
- Vai viver minha pequena... Com sinceridade...


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