segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Acabo de sentir uma pequena dor do lado esquerdo, é fina, parece uma ligeira picada de agulha, no entanto não deixa de ser incómoda, não consigo evita-la, vem sem avisar. Recosto-me na cadeira, tapo-me com o coberto e carrego no play. (talvez assim ela passe!)
(...)
Passou exactamente uma hora e até agora apenas escrevia duas frase, o resto do tempo limitei-me a ouvir, pensar e limpar os olhos.
Apercebo-me que detesto a noite e o silêncio acoplado a si, pois, é um fiel amigo dos pensamentos, das interrogações, dos julgamentos, das lamentações, de tudo e de nada e das lágrimas. Como odeio lamentações, mas hoje não as consigo vencer e como me odeio por isso.

Passaram já alguns minutos desde que iniciei novamente a escrita e apenas me ocorre dizer "A noite está fria.", está realmente muito frio, no entanto permaneço aqui. Talvez seja a hora de colocar a mochila às costas e partir, mas como a música diz "pode parecer que sou livre, mas eu estou preso aqui".

Reparo ainda ter as folhas ao meu lado, mais uma vez não fiz o que me propus, pode ser que seja amanhã! Vou dormir!

Sem comentários: