Mais uma vez o sono fugiu-me, a noite já vai longa e a vontade de escrever foi demasiada, olhei para ti, ainda pensei depositar-te alguns rabiscos, acabar o que ontem comecei, mas essa também me fugiu, irónico diria eu, se à pouco tempo me queixei de sentir saudades de o fazer...
Muito há para ser dito, mas valerá mesmo a pena? O que isso nos vai trazer de novo?
Não sei, mas a necessidade e a busca incessante de entender é por demais, mas a mais pura verdade é que não consigo, tento mergulhar lá bem no fundo, procurar a luz, mas a escuridão e o caos é devastador. O balanço dos estragos causados tem saldo positivo.
Verdade é que muitas são as perguntas por responder e cada vez mais são as que surgem, mas valerá o esforço de ouvir as resposta? Algumas delas são...
Quantas mais vão ser as palavras ditas, as lágrimas vertidas, as noites perdidas?! Talvez nenhuma será a resposta da maioria, pena eu não estar nessa fracção. Muitas mais há para serem feitas, no entanto a penas quero a resposta a uma, dessa não abdico.
Acredito que um dia até foi sincero, um dia houve luta, talvez tenha faltado o essencial, talvez não, faltou mesmo, a compreensão, muitas foram as palavras, diria mesmo que houve palavras a mais, no entanto faltaram as essenciais, continuo a achar... O cansaço, a desmotivação é justo, não há que censurar e não é isso que censuro, é o que em mim corre e o mal que é feito a cada momento. Começo a ter medos... (começo a ficar realmente farta de um dia...).
Sabes quando te levam os sonhos, quando te roubam aquilo que tu mais gostas? Lembras-te qual é o sentimento que isso causa em ti? És capaz de te lembrar? Pronto, é mais ou menos assim... Não, não penso que seja o fim do mundo, estaria louca se assim fosse, apenas como diz o Rui Veloso "é uma dor que não mata, mas que moí é uma dor pequenina quase como se não fosse... De onde vem essa dor se a causa não se vê" e a dada altura "(...) não há nada que a arrume dentro do coração..." por isso onde está a cura para esta dor, alguém sabe? há que dar tempo ao dito tempo (estou farta de ouvir esta frase).
Um dia conto-te ou escrevo-te uma história.
Incrível é como sinto saudades do lugar em que me encontro, lugar onde um dia disse que queria o meu primeiro beijo, balancei, um dia assinei o eu, fiz um jogo, pensei a dois e pedi que alguém cuidasse de mim, aprendi a dizer que não, quando deixas-te o silence atrás de ti, no entanto continuo a pedir - "Anda comigo ver os aviões", neste mundo de mudos, à primeira vista poderei ser chamada de louca, mas continuo a ter todo o tempo do mundo, simplesmente quero nascer de novo, enquanto flutuo neste mundo em que tudo anda um contra o outro. Sim, podia fazer a tal queixa ao Pai Natal enquanto ficava em cada lugar teu, nesta tua pequena dor, mas somos apenas ordidary people, e ouvimos a tal música para humanos, no fim resta dizer acabou ...
Sabes o que me deixa triste? É que até os meus maiores gostos tiveram que ser manchados, a maneira como menusprezas o que te chega, às vezes pergunto-me se te continuo a conhecer?! Apercebo-me que te trato como humano... Não vale a pena falar mais, deixo-te com uma música de que mais gosto de um dos meus maiores "gostos".
(Os azeitonas - o nome da canção, também é uma bela canção).
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