Penso demais, doeu e doí demais, choro demais, sou piegas demais, inconclusiva demais, intempestiva demais, desconfiada demais, descobri que sou paciente demais,
Deixei de rir demais...
Parece que sou demais...
Como explicar alguém o que corre em mim, quando eu própria não sei? Talvez seja do primeiro contacto, talvez à segunda vez eu já saiba traduzir em palavras, já saiba identificar cada (penso durante alguns segundos e não sei dizer para além de "coisa") que se altere que me toque, mas neste primeiro contacto apesar de prolongado, não sou capaz de traduzir com todo a exactidão e minúcia o que aqui corre em palavras. Não estou chateada, nem totalmente irritada, apesar de achar que é o que mais se assemelha e de o traduzir em palavras, estou numa espécie de desconforto diria talvez, mas não é de todo só por aquilo ou pelo outro. Provavelmente uma coisa de menina mimada (deve ser a primeira vez que paro e denoto que começo a ter, ou talvez sempre tivesse, uma ponta de menina mimada, irrita-me deveras esta minha maneira de "combater" os nervos), outros diriam que é apenas algo de alguém inseguro. Mas insegura de que?! - pergunto eu. Será possível alguém estar totalmente consciencializada de tudo e se sentir insegura perante esse mesmo "tudo"?! Se for, então talvez eu esteja/seja alguém inseguro.
Fico sempre com a sensação que no que aqui toca deixamos de falar na mesma língua...
"Não sei quantas vezes te vais matar, até eu cair...
E ninguém te vai prometer que é para sempre a paixão..."
"Os dois" - Tiago Bettencourt
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